Numa tarde de 21 de janeiro, cheguei à casa de um amigo de infância para um possível encontro de casais. Eu, ele, nossas respectivas garotas e mais um casal amigo estariam presentes. Cheguei correndo dentro da casa recém-construída, literalmente, pois precisava muito ir ao banheiro mijar. Não à toa tenho o apelido de “bexiga de grávida”.

Conversamos um pouco, conheci o espaço e estava cada vez mais contente pelas conquistas desse meu parceiro e sua companheira quando veio o convite… “Vocês aceitam ser nossos padrinhos?”.

Não havia como dizer não a essa pergunta. E não digo isso apenas pela forma como o convite foi feito – com a entrega de uma caixa delicada e artesanal que continha um cartão com a proposta acompanhada de um “suborno” de 09 brigadeiros variados (limão, paçoca e o clássico de chocolate – minha preferência é pelo último, sempre, sou um romântico incorrigível por um motivo rs).

Quem me conhece sabe que basta oferecer algo delicioso para comer para que eu me renda…

Apesar da demora de alguns instantes até que eu compreendesse toda a situação, logo que consegui dizer algo, a resposta foi um grande e óbvio sim. No entanto, o que me conquistou não foi a comida, foi a honra.

Não dá pra explicar o quanto a gente se sente honrado quando recebe um convite desses. Tenho a sorte de ter acompanhado diversos momentos incríveis desse tipo de meus amigos e familiares.

Sou padrinho de casamento de meu irmão (com a maior honra e orgulho também), fui testemunha do casório de um outro amigo de infância que agora mora um pouco longe, mas permanece no coração e… enfim, o fato é um só: cada momento desse é único, cada convite é uma bênção e cada participação só mostra como a vida vale a pena quando estamos rodeados de pessoas que amamos.

Os noivos

O noivo é meu amigo desde quando nem entendíamos o que significava casamento ou padrinhos, mas já entendíamos de companheirismo e amizade, e fomos construindo a nossa no dia a dia, nos desafios e nas alegrias da vida. Rindo, chorando, brigando, xingando e aprendendo juntos, como uma boa amizade deve ser.

De Cavaleiros do Zodíaco, Resident Evil e Chaves, passamos a faculdade, trabalho e relacionamentos.

Já vi o noivo chorar de amor, ele já me viu em situações iguais ou piores. Lembro de quando ele me disse que começou a ficar com uma garota que não conhecíamos, foi na casa dele, enquanto armávamos alguma bagunça. Bastou que a conhecêssemos para que uma afinidade imediata surgisse. Entre risadas demos oi,  e meu amigo na ansiedade de saber para onde tudo aquilo iria… e hoje quero estar ao lado dele e de sua noiva, com lágrimas e/ou sorrisos, constatando que “não foi”, mas está indo e, com sorte, amor e luta, continuarão caminhando, juntos, por toda a vida!

É difícil definir exatamente o papel de um padrinho, o que sei é que eu e minha garota queremos ser o melhor que pudermos para esse casal amigo, fazendo de tudo para ver seus sorrisos, seja numa conversa franca, arrancando uma gargalhada com uma palhaçada ou ajudando a fazer um almoço ou uma mudança.

A gente, se parar para pensar bem, não tem muita coisa na vida e nem precisa. Para estar ao lado de quem amamos, basta estar ali, para o que der e vier.

Pois bem, Adam e Lívia, é o que posso dizer: obrigado pela honra e estamos aqui!

Bora celebrar!

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