IMG_20160930_191459050E ele não é trouxa porque a mulher é mais esperta, apenas. A gente sabe que ele é trouxa porque ele faz umas coisas que acha que engana, mas que não funcionam.

Por exemplo, quando o cara chega bêbado em casa e quer parecer que está normal ou fazer silêncio. Vocês já chegaram nessa situação, tendo de disfarçar e serem sorrateiros? Como se ninguém fosse notar sua ausência até às quatro da manhã!

O homem tenta pisar manso na escada, como se ninguém estivesse escutando que ele dá três passos para cada degrau que tenta subir. Em toda sua malandragem, ele segura parte do chaveiro com a mão enquanto gira a chave na fechadura da porta, tentando evitar um tilintar.

Mas o homem é burro porque ele não se toca de como a mulher antecipa as coisas.

Por exemplo, sabe aquela porcaria que elas chamam de aparador? Aquela estante que ocupa um puta espaço na sala e que só serve para elas colocarem um vaso ou um enfeite merda em cima? Pois bem, aqui é malandragem feminina pura, na verdade! Invariavelmente, o homem encontra uma função para o objeto: jogar chaves e carteira ali. Se tiverem colocado um cinzeiro ou algum enfeite no formato de tigela, as moedas também vão para aquela droga.

O que os homens não percebem logo de cara é que o aparador não é um objeto qualquer de decoração que a mulher tem vontade de ter porque as amigas têm, não! Ele é um projeto de neurociência e psicologia. Ele serve para você, homem, achar que é esperto por ter dado uma função tão boa para o objeto quando, na verdade, ele é sempre feito de vidro ou algum outro material barulhento. À toa? Nunca!

Elas nos treinam diariamente, até usando psicologia reversa do tipo “não deixe suas coisas jogadas aqui”. Elas sabem que quanto mais falarem isso, mais faremos o oposto. Porque somos homens, e podemos até não confrontá-las para ir tomar aquela gelada com os caras depois do futebol, mas sabem que, para mostrar que ninguém é “pau mandado”, nós vamos jogar nossas moedas, carteiras e chaves ali. (objeto facilmente substituído pelo teto de uma geladeira).

A verdade é que o aparador serve como um alarme. Bêbados, nossa mente nem imagina que um ato cotidiano serve para alertá-la, no quarto, quando chegamos. Elas planejam tudo. “Se ele chegar bêbado e tentar não fazer barulho abrindo a porta, vai jogar as chaves no aparador e vou ouvir”. Elas acessam nossa mente. Você nunca vence uma mulher, elas nos criaram. Desde cedo entendem nosso funcionamento e vão colocando gatilhos mentais de controle.

Uma estratégia secular.

Mas o mais tolo é quando ele vai ao banheiro e, tentando não acordar a esposa, mija nas laterais internas da latrina para tentar evitar o barulho da água. Claro! Mijar é que vai acordar a sua esposa e entregar que você esteve na gandaia a noite toda! Não esse bafo de cachaça, esse suor de cerveja que vai amanhecer fermentado, o carro estacionado com a bunda na rua e as rodas em cima do gato do vizinho, ou todos os barulhos que fez tropeçando, a roupa amarrotada no canto, e nem o fato de você dormir de barriga para cima e roncando, coisa que nunca faz. Não!

Todos esses detalhes são insignificantes. Nós homens sabemos: se conseguirmos controlar o fluxo urinário e não acertarmos a água, nem a descarga nos entregará!

 

Imagem de uma bela catuzinha no início de uma noite!

Anúncios