CUIDADO – eu acho que não, mas pode ter spoilers

IMG-20160819-WA0007Ontem de madrugada tive, finalmente, coragem (depois de adiar por quase duas semanas) de assistir ao “último” capítulo de Stranger Things. A conclusão é uma só: que coisa maravilhosa!

“Ah sr. autor, que argumento fraco, todo mundo diz isso e, de mais a mais, é apenas um seriado de ficção científica com um monstrinho bobo”. Não, não é!

Começando pelo sentimento nostálgico dos anos 80, mas não se limitando a isso, o seriado é original usando tudo o que já vimos por aí, mas combinando de uma maneira cativante os elementos. Mundos alternativos não faltaram em histórias, no entanto, essa pegada floresta-com-Silent Hill ficou bem elaborado. E olhe que nem estou tratando aqui da ótima referência aos RPGs.

Testes de LSD que desencadeiam poderes psíquicos também nos fazem refletir como, muitas vezes, mexemos com coisas que não entendemos e seguimos sem entendê-las, e continuamos mexendo. A combinação de explicações científicas simplificadas de um professor para seus alunos crianças é uma forma interessante de ensinar ao público o argumento da série sem se perder num vídeo que precisaria de um documentário acompanhando.

Para não me alongar e dar mais spoilers do que eu já devo ter oferecido até aqui, simplifico dizendo que a série vale pela amizade entre as crianças, que estão criando seus mais fortes laços e bases para entender a fidelidade entre as pessoas; vale pela forma como apresenta a empolgação infantil e sua criatividade em misturar a realidade interna e externa, significando ambas e criando o próprio mundo, em especial no ato de nomear locais e “seres” que ali aparecem.

A produção vale pela maneira como apresenta alguns conflitos adolescentes nos triângulos amorosos, hormônios em fúria e constrangimento; vale pela profundidade de um xerife machucado por uma história triste, porém que o deixa obstinado pelo que faz; conquista pelos laços de uma mãe desesperada que beira a loucura; e também pela coragem que cada um deles demonstra dentro de seu próprio universo, o infantil, o adolescente e o adulto.

O final… bem, não direi, mas fica muito claro apenas uma constatação: o tecido da realidade é frágil demais!

 

PS: A imagem eu recebi em algum grupo de chat e achei muito boa, me perdoem aqueles que não receberam os créditos por ela, se alguém souber, só me avisar que incluo.

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