Esse final de semana eu fiz algumas coisas que adoro. Passei um tempo com minha escolhida e minha pequena, fui a lojas de brinquedos, a uma festa com o melhor tema do mundo (heróis) e a um reencontro com amigos.

Como era de se esperar, me diverti bastante (e estou muito cansado). Nas duas festas às quais compareci, no entanto, um tema reapareceu: reencontro com o passado. Numa delas bem obviamente, pois era mesmo um reencontro e, na outra, uma fortuita sorte de poder relembrar do passado com pessoas com as quais tenho amigos em comum!

Quem me conhece sabe o quanto gosto do passado, não para ser melancólico (ta vendo, Neto, tô me explicando), mas para ver quais são minhas bases e as diversas formas como encaro a vida, e mais: os motivos enormes pelos quais tenho de encarar qualquer coisa que apareça, devo isso. A mim e às pessoas tão queridas de minha vida.

Claro que, como todo reencontro, muitas pessoas faltaram e não puderam estar presentes, inclusive alguns dos meus maiores e melhores amigos e amigas, aqueles com os quais mais convivi e ainda convivo (ainda, bem, valeu, Deus!), mas tudo isso traz aquele suspiro de passado ao peito.

E, como sou eu, tudo aquilo que mexe comigo reaparece de alguma forma em minhas linhas. Fica aqui esta pequena homenagem onde aproveito para parafrasear um de meus antigos personagens (de 2006) do Memórias de um Universitário:

Esses fatos fazem voltar à tona tudo que passei durante muito tempo e percebi que tudo que de melhor poderia me acontecer, aconteceu.

Minha escola foi o local em que fui a melhor e a pior pessoa do mundo ao mesmo tempo. O local em que me dediquei tanto e tanto, e mesmo assim fui o maior vagabundo.

Foi ali que construí as melhores e inesquecíveis amizades. Onde tive minhas grandes paixões que nunca se concretizaram e outras que se realizaram de maneiras mais surpreendentes do que eu poderia ter imaginado. Tive minha vulgaridade inspirada e me mantive santo, um anjo imaculado. Fui o pior que pude e o melhor que consegui.

Tive obrigações e desejos. Às vezes eu podia, mas não devia e, às vezes queria, mas não podia ter e talvez nem ser…

Como todas as pessoas, eu me esforçava e não dava a mínima pra nada, aprendi tanto que nem acredito e desenvolvi técnicas que nem em mil anos saberão. No entanto, fui tão infantil quanto um tolo qualquer. Brincava com o que sabia e só aprendia realmente quando tentava ensinar aos outros. Criei normas, fui um chefe e ao mesmo tempo segui o bando como os outros. Um líder jamais visto e um escravo de minhas próprias emoções.

Eu amei e fui amado, talvez não da maneira que quis, mas da que me ofereceram. Fui o melhor jogador, artilheiro, zagueiro, goleiro e etc. (e como eu era ruim de bola!). E fui um vencedor sem nem sequer dar um passe.

Corri como nunca, meus medos crescentes me disseram para fugir, mas resisti bravamente, encontrando dentro da minha cabeça ou no apoio dos que me cercavam a fuga de que precisava e, muitas vezes, um sofrimento incontido. Tive que lutar contra os outros, contra mim mesmo, fui um inimigo público e um amigo inesquecível.

Fiz toda a diferença sem nem mesmo me fazer notar ou ter importância. Gostei das pessoas e me decepcionei, mas também desapontei várias, mesmo nunca tendo falhado. E, na verdade, não acertei uma!

Eu ri como um louco, chorei como um desesperado, corri como um atleta e não me movi. Minha mente grita em silêncio com a lembrança das coisas que não voltam…

Acredito que isso que digo vale para cada um ali. Todos têm seu papel principal em minha vida. Cada um sabe o que fez, foi e é pra mim.

Vocês são meus heróis, minha criatividade, meus amores, meus anjos (algum pelo qual até me apaixonei, não é?), são a realidade, a inocência, a verdade, a mágica da vida, meus companheiros inseparáveis, minhas motivações, as razões pelas quais eu sigo em frente, a razão das minhas lágrimas e, indubitavelmente, de meu riso que, se algum dia foi bonito ou contagioso, só devo a vocês. Falo aqui de meus velhos e novos amigos, e parece que conheço todos há séculos.

Não importa de onde você começa, nem onde quer chegar, o importante é o que faz pelo caminho. Tenha pelo menos a certeza de que foram puros com vocês mesmos e com seus princípios mais límpidos: os infantis.

Sigam seus corações. A vida lá fora não é fácil, nem um pouco. Mas quem disse que nós desistimos ao primeiro desafio? Vencemos um, dois, doze anos. Que venham, estaremos aqui esperando…

E sempre com um sorriso no rosto, um copo na mão, o samba no pé, a carne na brasa, uma gargalhada no ar, os olhos faiscando de carinho e um abraço forte com quem chegar. Esses são os velhos e bons heróis do Jacomo (que nunca consegui ter certeza se deveria acentuar ou não), um pouco de loucos e muito de Smurfs, sempre! Obrigado!!!

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