Invenção minha numa festa
Invenção minha numa festa

Hoje é dia do inventor e tenho alguns créditos para dar a mim mesmo.

Nunca inventei nada propriamente dito, com registro e etc., mas sempre que eu fazia merda minha mãe e meu pai me chamavam de “inventor”!

Inventava moda, inventava problema, inventava coisa pra consertar (que eu mesmo havia quebrado).

Dentre tantos atos infundados, dou-me o crédito por invenções que se tornaram realidade depois de inventadas por mim, mas recriadas (ou reinventadas) em outros locais, por outras pessoas.

Na sétima série, por exemplo, em 2000, inventei para uma aula um sabonete bronzeador. A ideia era banhar-se e sair mais escuro da lavagem. Só fiz o projeto e ele não se concretizou, mas anos depois algumas empresas devem ter se beneficiado disso.

Inventei também uma cueca que filtrava peidos. Inventei o famoso bebê inflável, com as vantagens de não chorar e poder ser esvaziado antes de uma noite de amor entre o casal. Criei mentalmente o shampoo em barra, que é tipo um sabonete, só que para o cabelo, isso aceleraria muito o banho dos homens.

Em vez de fitas de aprendizado noturno, invento a escova de dentes noturna, que faz o serviço enquanto dorme (apesar de ainda não ter criado a solução para a baba sufocante gerada no processo). E tenho direitos de participação na invenção de um amigo: um retrovisor nos ombros para se olhar bundas de mulheres – o qual também teria a função de ajudar a ultrapassar pessoas e mudar de direção repentinamente nas calçadas.

Dizem que para se criar e inventar é necessário ser obsessivo. De todas as coisas, então, que invento, àquela a qual mais dedico tempo, e acredito ser a mais inacabada de todas, sou eu mesmo. Mas eu não desisto, continuo investindo tempo em me inventar.

Afinal, sou um inventor, pelo menos é o que meus pais dizem quando me dedico a merdas!

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