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Não lembro onde peguei, mas td mundo tem

Há pouco tempo, um amigo meu e eu conversávamos a respeito de algumas histórias e, depois de algumas referências, ele disse, “meu Deus, como somos nerds”. Por um lado ele tem razão, talvez saibamos uma ou outra coisa, mas não me considero um nerd. E não é que eu não queira, talvez não mereça o título.

Não sei se conheço o suficiente de coisas para ser considerado nerd.

Quando estava na escola, chamavam-me de CDF, e acredito que estavam certos. Eu sou velho e na época isso parecia pejorativo. Daí os seriados a la big bang theory tornaram o nerd algo legal, porém superficial, segundo a opinião de alguns amigos que eu acredito serem bem mais nerds do que eu um dia conseguiria.

Não saberia dizer se o CDF de antes é o mesmo nerd de hoje, se eles se equivalem ou não, mas parece que sim, não em cadeia evolutiva, mas em lugares na sociedade.

Fato é que antes eu era CDF e isso era ruim, e hoje, que não sou mais, o nerd (que de alguma forma me soa como substituto, talvez porque eu não o seja) está em alta.

Sem tocar no fato de que o nerd é resultado da gourmetização do CDF, isso mostra que eu não sou mal sucedido em minhas escolhas, apenas erro o momentum.

Provavelmente, isso quer dizer que quando eu me tornar engenheiro ou funkeiro, os jornalistas serão os profissionais mais valorizados do mundo, ao lado dos escritores, dos românticos, comediantes de padaria e, estranhamente, dos tratadores de girafas, por quem eu tenho algum apreço.

Bem, entre lutar com moinhos  para ser nerd, eu prefiro a ignorância, que é uma bênção e evita que vejamos o deserto do real, porque, afinal, se a roda esmaga a borboleta e conquistar um título social é vaidade de vaidades, essas grandes conclusões vêm com grandes responsabilidades e eu só sei que nada sei…

Que a força esteja com você!

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