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A cada vez que converso com professores, adolescentes de determinados locais e pais, vejo que existe uma tempestade a caminho.

Incomoda ver o desrespeito nas salas de aula, pelos professores, colegas ou quaisquer outras figuras, em especial as de autoridade. Não é uma regra, como tudo, mas um grupo significativo.

Eles se agridem, não se deixam prestar atenção por mais de segundo ao que é dito, seja em aula ou numa conversa ou mesmo num conselho amigável. E, infelizmente, as gírias e palavras usadas não são mais para identificar um grupo, uma tribo, não são de pertencimento, mas de dispersão. Palavras curtas, expressões que lembram grunhidos e micro frases às quais nem eles sabem explicar o sentido quando perguntados. Estranho.

Todo adolescente é um problema em construção. Uma questão para que dali saia uma pessoa, pensante, de preferência. É normal desafiarem a autoridade e suas figuras, quererem criar o próprio caminho, eleger seus ídolos e símbolos, mas estou sentindo falta dos porquês. Eles não conseguem dizer motivos explícitos porque gostam de algo.

O mais espantoso, porém, é não conseguirem explicitar as razões pelas quais não gostam das outras coisas e algumas questões aparecem mostrando que talvez uma tempestade forte esteja a caminho.

Nas publicações seguintes abordarei algumas possíveis reflexões para o caso.

Se você gosta do assunto. Fique ligado nos próximos posts.

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