aeroporto de Bangkok - Tailândia - 2008 Há pouco tempo, no dia das mães, saí para dar uma volta com a família. Só o meu pequeno núcleo: mãe, pai, irmão e eu (vulgo outro irmão, ou irmão do meu irmão ou, simplesmente, filho sem exclusividade).

O dia tinha sido bom!

Esquecendo um pouco dos impulsos que tenho de falar mal das coisas e toda essa questão de crítica ao hipercapitalismo, o dia foi muito bom.

Logo depois de darmos alguns presentes para minha mãe e tratá-la de maneira um pouco mais especial, almoçamos e saímos para dar uma volta sem destino certo.

Durante o caminho, ou melhor, no caminho (porque não havia um alvo a ser alcançado, bastava-nos o caminho), resolvi perguntar o que cada um dali faria se tivesse muito dinheiro. Ou melhor. Se dinheiro não fosse problema e tudo estivesse bem com as pessoas que ama, o que você escolheria fazer da vida?

A resposta foi praticamente unânime, apesar de pequenas variações: viajaria!

Todos eles disseram que viveriam viajando, conhecendo lugares, aprendendo coisas novas… adorei aquilo porque eu não faria diferente.

Perguntei, alguns dias depois, a mesma coisa para minha namorada e a resposta foi a mesma.

Só depois reconheci o porquê da minha felicidade com as respostas que obtive. Em meio a esse mundo instantâneo, onde as pessoas querem coisas intensas, rápidas e descartáveis, nenhum deles falou a respeito de comprar a maior mansão, o melhor iate ou algo assim. Falaram em viagens, estudos, visitas a museus, e outras coisas. Tudo no âmbito da experiência.

Não sei se todos são assim, mas eles pensam dessa forma e isso me deixou feliz. Afinal, se as pessoas tiverem “liberdade” real de escolha, o que importa para cada um? (comente aí!).

Não sei a resposta de vocês, mas ouvi coisas ótimas relacionadas a colecionar experiências e não produtos.

Apenas por curiosidade, meu irmão acrescentou que gostaria de montar um centro de reabilitação de pessoas e animais. Não que ele coloque todos no mesmo cesto, mas, pelo contrário, visou uma forma de empregar e capacitar pessoas, dando oportunidades através da abertura de um centro de reabilitação para animais.

Minha namorada gostaria de ter uma fundação de ajuda a crianças e adolescentes. Meus pais falaram de coisas semelhantes também…

No meu caso? Bem, não acredito que tenha o dom para algo tão solidário, por assim dizer. Talvez me prestasse a coisas mais voltadas às artes: música, teatro, literatura e cinema, decididamente minhas paixões. Ah, e claro! Viajaria sempre que pudesse.

Conte o que você faria!

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