Guilherme Silva_banco de imagens Stock.xchng Toda empresa passa por fases de aprendizado. Elas não dependem exatamente do tempo de vida da organização, mas sim de outros fatores como momento de mercado e personalidade de seus líderes.

Empresas que conquistam espaço no mercado rapidamente, lucram bastante em pouco tempo e conseguem sustentar esse patamar são tidas como bem-sucedidas, e são, mas não é exatamente o tempo de retorno de investimento, apenas, que define a qualidade e o sucesso delas.

Aquelas que demoram um pouco mais para, digamos, “amadurecerem” não estão excluídas da lista de bem-sucedidas, pelo contrário, desde que todos os processos sejam consistentes e cada avanço bem alicerçado, não importa o tempo que ela leve para se alçar.

O mesmo acontece na adoção de processos internos. O problema, na verdade, acontece quando uma coisa se mistura com a outra, ou seja, empresas que deveriam “ir com calma” na adoção de novos processos estratégicos se apressam, e outras, que deveriam acelerar o passo e se adequar ao momento num estalar de dedos, são lentas demais e perdem o timing dos negócios.

Como já dito, grande parte de toda essa responsabilidade é dos líderes. Todo novo projeto e plano dependem muito do momento em que a empresa se encontra e, por uma reação em cadeia lógica, toda esta situação fica submetida ao nível de maturidade do líder também.

Projetos de Comunicação estão inclusos neste rol de “iniciativas que dependem do amadurecimento da organização” – bem como planos sustentáveis, reformulação de processos, novos investimentos físicos e de pessoal, etc. Em resumo, tudo pode ser feito, mas tudo tem seu tempo.

Tomando a liberdade de parafrasear um livro muito conhecido, “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. A citação é bíblica e não se refere aos negócios em si, mas nos ajuda a entender a situação quando completamos o quadro: tudo me é permitido, mas nem tudo me convém – pelo menos por enquanto!

Tudo pelo erro

No cotidiano, nos deparamos com situações e exemplos claros de pessoas que parecem fazer de tudo para que as novas estratégias de uma organização não funcionem.

Perdoem-me a imaginação, mas a cena de ficção que vem à minha mente nesses casos é a de uma reunião com os principais responsáveis por cada área da empresa e a do líder do grupo gritando ordens do tipo:

“Eu quero que todos vocês demorem muito nas respostas de e-mail e telefone, especialmente aos nossos parceiros, quanto mais próximo, mais demorado deve ser o retorno”.

“Fulano! A rede interna está funcionando bem? Sim? Muito bem! Já que está tudo em perfeita ordem, não quero que ninguém utilize as pastas compartilhadas para a realização dos trabalhos, quanto mais distantes formos dentro do próprio escritório, melhor! Ah, já sei, quero que todos os trabalhos importantes sejam realocados para os computadores defeituosos. Ninguém tem acesso e ninguém faz backup”.

“E não se esqueçam de adiar, ao máximo, todas as reuniões importantes e, se marcarem, fiquem vagos durante a conversa e saiam delas o mais rápido possível”.

“Estratégia principal: passem as informações que possuíam, há semanas, apenas na última hora para nosso departamento de comunicação e, logo a seguir, fiquem indisponíveis para consultas. Quanto mais informações conflitantes, melhor!”.

A situação é hipotética, mas representa bem a maneira como algumas pessoas tendem a tratar assuntos para os quais ainda não estavam preparados. Por isso, líder, é necessário ficar atento!

Algumas empresas já estão preparadas e precisam investir em novos processos, como pode ser o caso da Comunicação Corporativa, mas seus gestores ainda não amadureceram o suficiente e, pior, estão em descompasso com o próprio objetivo da estratégia que visa trazer diferencial para o negócio. Verdes demais para entender e, portanto, também não conseguem colher os frutos de ações estratégicas.

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