Jesus passa um pano.jpg Outro dia estava no YouTube vendo algumas besteiras e achei o vídeo a seguir. Indo ler algumas coisas mais tarde percebi que o rapaz do vídeo não é um tolo como parece, ou pelo menos não declarou apenas besteiras. Depois de assistirem (é rápido, cerca de três minutos), vocês vão entender o que quero dizer:

http://www.youtube.com/watch?v=l5omawBUh7Y.

Em primeiro lugar, ele faz uma breve análise de nossa sociedade e nos coloca como somos dependentes daqueles que quebram as leis, ou seja, muita coisa depende da atitude daqueles que “não se encaixam no sistema”. Na verdade, estas pessoas se encaixam perfeitamente no sistema e é por isso que as coisas funcionam dessa forma. Ele mesmo diz que dá emprego para o policial, o escrivão, o delegado, o repórter…

O repórter! Peraí! Como assim, o repórter?

Pois é, e o cara até que tem razão, além dele, outras citações desse tipo já foram feitas, até no recente filme Watchmen. No final, quando tem um gordinho que recebe o diário do Rorschach e um editor reclama da suposta “paz” no mundo.

O fato se estende além disso, porém, além de gerar trabalho para todos, o sujeito ainda cita Deus e diz que Ele entende que o roubo é uma necessidade do rapaz. O repórter pergunta se o relacionamento dele não seria com o Cão e ele diz que é com Jesus.

Nesse ponto o rapaz faz uma afirmação moderna e, numa gíria, resume a filosofia cristã. O repórter pergunta, “mas você acha que Jesus aprova o que você está fazendo?”. E a resposta é incisiva, “aprovar Ele não aprova, mas Ele passa um pano”.

A forma tradicional e Bíblica de se dizer isso é que somos justificados pela fé. Tradução: somos humanos, cheio de erros e pecados e nenhuma de nossas boas ações nos redime, aliás, só a Jesus teve fez isso: um inocente se entregando voluntariamente à morte… e morte de cruz.

Não defendo aqui, de forma nenhuma que os atos do rapaz são corretos, muito menos que ele irá para o céu ou o inferno (só se o capeta for mulher, segundo ele, aí ele vai pro colo dele/a), demonstro apenas como existe uma sabedoria popular até naqueles que são marginalizados da sociedade. Parece haver em todos um conhecimento vindo do espírito, como uma pré-programação (vai me dizer que você nunca teve a sensação de estar aprendendo algo que já sabia ou que era óbvio demais?).

Se nos aprofundarmos mais nas leituras do livro sagrado, veremos que somos, sim, justificados pela fé, mas existe uma série de fatores inclusos nesse processo de se reconhecer como pecador e tentar melhorar e não apenas pedir pra Jesus “passar um pano”.

Perfeito ninguém fica, mas não custa tentar amenizar nossas besteiras, seja pela crença em Deus, seja por uma sociedade com menos “vida loka”.

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