Direitos do consumidor
Direitos do consumidor

(Essa foto acima foi tirada num sítio, com minha família. Só pra provar minha sorte, olhem pro que está escrito na embalagem e no que mostra lá dentro. Isso é antes de abrir o pacote, juro!)

 

Essa coisa de semana do azar é sempre curiosa porque eu nunca sei o que vai rolar e a curiosidade é aguçada, bem como o medo.

No ano passado, na minha semana do azar, várias coisas aconteceram. Lá na Austrália tem um tipo de bilhete de ônibus que te dá direito a 10 viagens, cada passada na catraca é impressa no bilhete e quando acaba você compra outro. Não preciso ressaltar que comprar o bilhete sai muito mais em conta que pagar na hora em dinheiro.

Pois minha semana começou lá quando eu sai atrasado pro trabalho. Para quem não sabe, é bem desconfortável correr três quarteirões de bota de segurança com bico de ferro. Eu saí atrasado porque meu celular resolveu não tocar e eu fiquei cerca de cinco minutos tentanto abri-lo, pois ele era bem pequeno e eu dormi em cima dos braços. É tipo tentar colocar uma linha na agulha com luvas de boxe, isso, claro, logo depois de acordar, quando estamos em nossa melhor forma mental. Tipo um zumbi imitando uma lesma.

Entrei no ônibus (que peguei por sorte, pois, se você perde o ônibus lá, só tem outro, tipo, meia hora depois) e passei o bilhete. A catraca gritou e disse que o bilhete era falso ou coisa assim. Sem tempo pra trocar ou comprar outro o motorista me deixou ir sem pagar mesmo, como bom imigrante brasileiro que sou.

Depois do trabalho, voltei pra casa e fui reclamar com a loja que tinha me vendido o bilhete. Ele disse que não tinha como trocar pra mim e que eu tinha de ir na central de transportes. Como não havia tem hábil pra isso eu resolvi perder meus 20 dólares e comprar outro, mas ele não tinha. Resumo: rodei mais uma meia hora atrás do bilhete, sem contar a grana, vergonha, ainda tinha o cansaço.

Me aconteceram mais algumas coisas no apê onde eu morava, mas confesso que outras coisas apagaram essa parte da memória. Meu celular resolveu apagar uns 15 dólares de crédito que eu tinha, mesmo eu ligando a cobrar. Meu dinheiro na conta atrasou pra cair e o pior: os cookies.

Onde eu trampava tinha uma daquelas máquinas de refri e de bolachas e etc. Lá vendia um cookie bem caro, porém gigante. Quase cinco mangos, mas parecia valer a pena. Bem, o fato é que tentei comprar o mesmo cookie 3 vezes e a máquina travou em todas.

Vocês podem achar que eu sou um idiota completo por tentar comprar uma coisa na mesma máquina com problema. Entretanto, com as outras pessoas ela funcionava bem. Eu acabava de perder a grana e vinha um grego e comprava o que queria. Pra vocês terem noção, quando desisti de pegar o cookie pela segunda vez, uma japonesa comprou-o e cairam 2. Eu tentei, então, comprá-lo pela terceira vez… sem sucesso.

Quem se divertia era o iraniano que trabalhava comigo, o Farhad. Essas semanas são sempre assim, vêm de repente, me estragam a vida, fazem todos à minha volta rirem e vai embora como veio. Essa semana entrei de novo nesses períodos e já me aconteceu muita coisa (ver post abaixo). E quando eu acho que as coisas não podem ficar piores, o Michael Jackson morre!

Se bem… se bem que isso pode indicar que as coisas estão melhorando.

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