Mas…

Um pouco de tudo – muito de nada

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Artigo – Verdes demais para uma nova estratégia

Publicado por RDS em março 16, 2011

Guilherme Silva_banco de imagens Stock.xchng Toda empresa passa por fases de aprendizado. Elas não dependem exatamente do tempo de vida da organização, mas sim de outros fatores como momento de mercado e personalidade de seus líderes.

Empresas que conquistam espaço no mercado rapidamente, lucram bastante em pouco tempo e conseguem sustentar esse patamar são tidas como bem-sucedidas, e são, mas não é exatamente o tempo de retorno de investimento, apenas, que define a qualidade e o sucesso delas.

Aquelas que demoram um pouco mais para, digamos, “amadurecerem” não estão excluídas da lista de bem-sucedidas, pelo contrário, desde que todos os processos sejam consistentes e cada avanço bem alicerçado, não importa o tempo que ela leve para se alçar.

O mesmo acontece na adoção de processos internos. O problema, na verdade, acontece quando uma coisa se mistura com a outra, ou seja, empresas que deveriam “ir com calma” na adoção de novos processos estratégicos se apressam, e outras, que deveriam acelerar o passo e se adequar ao momento num estalar de dedos, são lentas demais e perdem o timing dos negócios.

Como já dito, grande parte de toda essa responsabilidade é dos líderes. Todo novo projeto e plano dependem muito do momento em que a empresa se encontra e, por uma reação em cadeia lógica, toda esta situação fica submetida ao nível de maturidade do líder também.

Projetos de Comunicação estão inclusos neste rol de “iniciativas que dependem do amadurecimento da organização” – bem como planos sustentáveis, reformulação de processos, novos investimentos físicos e de pessoal, etc. Em resumo, tudo pode ser feito, mas tudo tem seu tempo.

Tomando a liberdade de parafrasear um livro muito conhecido, “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. A citação é bíblica e não se refere aos negócios em si, mas nos ajuda a entender a situação quando completamos o quadro: tudo me é permitido, mas nem tudo me convém – pelo menos por enquanto!

Tudo pelo erro

No cotidiano, nos deparamos com situações e exemplos claros de pessoas que parecem fazer de tudo para que as novas estratégias de uma organização não funcionem.

Perdoem-me a imaginação, mas a cena de ficção que vem à minha mente nesses casos é a de uma reunião com os principais responsáveis por cada área da empresa e a do líder do grupo gritando ordens do tipo:

“Eu quero que todos vocês demorem muito nas respostas de e-mail e telefone, especialmente aos nossos parceiros, quanto mais próximo, mais demorado deve ser o retorno”.

“Fulano! A rede interna está funcionando bem? Sim? Muito bem! Já que está tudo em perfeita ordem, não quero que ninguém utilize as pastas compartilhadas para a realização dos trabalhos, quanto mais distantes formos dentro do próprio escritório, melhor! Ah, já sei, quero que todos os trabalhos importantes sejam realocados para os computadores defeituosos. Ninguém tem acesso e ninguém faz backup”.

“E não se esqueçam de adiar, ao máximo, todas as reuniões importantes e, se marcarem, fiquem vagos durante a conversa e saiam delas o mais rápido possível”.

“Estratégia principal: passem as informações que possuíam, há semanas, apenas na última hora para nosso departamento de comunicação e, logo a seguir, fiquem indisponíveis para consultas. Quanto mais informações conflitantes, melhor!”.

A situação é hipotética, mas representa bem a maneira como algumas pessoas tendem a tratar assuntos para os quais ainda não estavam preparados. Por isso, líder, é necessário ficar atento!

Algumas empresas já estão preparadas e precisam investir em novos processos, como pode ser o caso da Comunicação Corporativa, mas seus gestores ainda não amadureceram o suficiente e, pior, estão em descompasso com o próprio objetivo da estratégia que visa trazer diferencial para o negócio. Verdes demais para entender e, portanto, também não conseguem colher os frutos de ações estratégicas.

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Maldição

Publicado por RDS em outubro 18, 2010

Quem não é muito novo deve se lembrar… Algo que vi nesses dias me fez acessar aquele nosso arquivo mental, que provavelmente fica na nossa nuca, meio empoeirado, onde jogamos aquelas coisas que nos incomodam ou que não entendemos e decidimos não mexer mais. E foi desse arquivo que saíram alguns filmes.

Alguém já teve a sensação de se sentar na frente de uma tela, seja de cinema ou da TV de casa, assistir a algo durante cerca de duas horas e sair com a impressão de que você é a pessoa mais burra do planeta? Sim? Obrigado!

Temos o costume de nos acharmos estúpidos frente à algumas obras artísticas incompreensíveis (mesmo que tenham ganhado algum tipo de prêmio), ou mesmo a mania de achar que nós é que não entendemos muito bem a ideia quando, na verdade, você não deve ser o único a achar aquela obra ou produção uma porcaria. A realidade é que se muita gente não entendeu, é porque a linguagem não era clara.

Não defendo, porém, a obviedade, mas pelo menos que forneçam elementos suficientes para se entender a história, o que a obra quer passar, coisas assim. Eu sofro da síndrome dos incompreendidos… mesmo que quem não tenha compreendido tenha sido eu.

Em 1988 lançaram um dos filmes mais estranhos, cheios de efeitos e coisa e tal, mas nada chegou a explicar exatamente que diabos era aquilo. Estou falando de MOONWALKER, com o devorador de criancinhas, estreado por um artista pop muito famoso que quer representar todo tipo de etnia ao mesmo tempo.

O filme tem uma coreografia legal, os atores são péssimos, as danças entretêm por alguns minutos, mas só isso e robôs prateados não seguram um roteiro. Não é só porque classifica-se um filme de “musical” que ele perde totalmente o vínculo com a realidade e cronologia. Akira Kurosawa, em seu filme Sonhos, têm vínculos bastante peculiares com o real, mas mantém uma narrativa em oito tipos diferentes de filmagem, por assim dizer, takes bons, mas alguns…

Moonwalker é apenas um exemplo dos filmes toscos, onde gastaram muito dinheiro, e que não fazem sentido. Outro que me deixou confuso foi Mistérios e Paixões, de 1991, de um diretor até que bom – David Cronenberg. Esse provém de um romance já um tanto surreal, mas nem por isso precisava acabar com duas horas da minha vida.

O que impressiona é que, em Moonwalker, por exemplo, foram três diretores que não conseguiram fazer o trabalho de um (Jerry Kramer, Jim Blashfield e Colin Chilvers). Os outros podem ser perdoados, estavam sozinhos na direção, como Olaf Ittenbach que filmou Legião dos Mortos (em 2000).

No ano passado, fiquei bravo com uma amiga que me levou pra gastar dinheiro no Árido Movie, de Lírio Ferreira. Um filme com história principal secundária e histórias secundárias que nem histórias eram, uma tristeza. O roteiro de Árido Movie teve seis tratamentos diferentes até a finalização, só posso concluir que, ou trataram demais, ou faltaram mais umas quinze, mesmo com suas indicações a prêmios e etc… não me convenceu.

A única parte acertada é o nome, é realmente Árido, mas para se assistir.

Numa outra área, mas também na de filmes ruins, vem o tal de Deu a Louca em Hollywood, de Jason Friedberg e Aaron Seltzer. Dois dos que participaram do Todo mundo em Pânico fizeram sua obra em 2007: um filme sem graça, com piadas que até poderiam ser boas se mudassem as câmeras, atuações e, principalmente, o tempo. Não critico a história em si, pois filmes de comédia desse tipo que querem tirar sarro de todos ao mesmo tempo têm a triste tarefa de juntar piadas esparsas sob um roteiro frágil, nesse caso nem as piadas valeram a pena.

Estou com medo de colocar os pés no cinema ou locar um DVD (quem hoje em dia ainda aluga filmes com tanta pirataria?). Pra quem quiser tentar, boa sorte…

Ideia originalmente publicada no blog: pensologoeescrevo.blogspot.com – em 2007

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“Jamais acabem…”

Publicado por RDS em outubro 8, 2009

Os últimos dias têm amanhecido quentes, gostosos, apesar da preguiça que deriva do calor.

Esse clima traz sensações curiosas, lembranças, imaginação. Não sei ao certo como definir cada sentimento desperto, mas posso dizer que são bons, como a magia preservada de tempos longínquos.

Hoje assisti a um filme interessante onde crianças salvam um mundo mágico com todas as espécies de seres incríveis que se possa imaginar…

Apesar deste segundo filme não ter feiticeira e nem guarda-roupa, a força do leão prevaleceu!

O calor misturado a esse mundo de fantasia me lembra o natal e, consequentemente, o verão.

E, assim como foi gravado em uma folha em um verão não muito distante, faço daquelas palavras as minhas:

“Que a magia e o encanto jamais acabem…”

Afinal de contas, acho que se falava ali da vida como um todo!

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Nostalgia

Publicado por RDS em julho 3, 2009

Hoje acordei um pouco estranho. Estou animado, mesmo com o tempo nublado e isso é algo extremamente difícil.

Mas o que me deixou curioso foi uma saudade muito forte que me deu, praticamente uma nostalgia, de um lugar que ainda não conheci: a Itália.

Alguns podem argumentar que é algo genético essa sensação de saudade, mas não sei. Não falei com meu pai sobre a terra Nostra ultimamente, vai saber.

Na dúvida, para quem quer conhecer um pouco das belíssimas conzones italianas. Aqui vão alguns links que não são apenas de Tarantelas (que também são maravilhosas e animadas), mas que eu gosto muito. Alegro-me que existam pessoas preocupadas em colocar este tipo de coisa no youtube… a maioria destas músicas eu escutei (e ainda escuto) em vinil mesmo. Impagável. Memorável. E nostálgico.

Para aqueles que quiserem conhecer um pouco mais desse espírito assistam a trilogia de filmes “Amici Miei”. Simplesmente sensacional!

Bacio

Links

Me so’ magnato er fegato

Siesta (Linda demais)

Lasciatemi Cantare

Sai che bevo sai che fumo

Existem muitas outras ainda, mas quem quiser uma lista maior basta comentar ou me mandar e-mail: renands@gmail.com

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Limites…

Publicado por RDS em junho 7, 2009

Khao San Road

Khao San Road

Confesso que quando estive na Tailândia eu percebi que Bangcoc não era um lugar comum. Aquela cidade tem partes muito bonitas, mas que constrastam fortemente com uma sujeira de becos e olhares soturnos em algumas esquinas. É um local bem interessante.

 

Falo de Bangcoc porque o último post que fiz foi a respeito de Carradine, que lá morreu em seu hotel de uma maneira bem peculiar (leia o post abaixo).

 

Devo concordar com o ator falecido que lá é um local diferente, onde você tem um senso de aventura muito sensível e te dá vontade de fazer coisas antes jamais feitas.

Há uma avenida muito conhecida lá que se chama Khao San Road. É um conglomerado de lojas, baladas, barracas numa confusão que mistura a Vila Madalena à noite, com 25 de Março de manhã e uma rua de restaurantes belos, como os da rua Mancine.

Além de comprar umas roupas bem curiosas, entrar nuns bares estranhos e passar por um restaurante que lembrava uma cabana de praia no meio da cidade, um dos impulsos que tive naquela cidade foi de experimentar. Experimentar tudo que estivesse a mão, simplesmente porque tudo era um pouco novo.

Acho que isso pode ter acontecido com Carradine. Confesso que os grilhos e larvas fritos ali tão perto de mim me davam uma sensação de pertencer a um outro mundo, conhecer um algo a mais do mundo.

Dormi num local por quatro dólares. Com bastante mosquito, colchão duro e um cara muito estranho que, se não me engano, além de ser da Holanda, ainda era Vegan (um vegetariano mais radical ainda). Foi bem estranho discutir com ele a respeito das dores sentidas pelos animais, e levantar a hipótese de que daqui a algum tempo descobriremos que as cenouras também sentem uma dor do cacete quando arrancadas do solo.

Tudo reunido num quarto bem esquisito cheio de camas, existiam tanats que nem sei se dá pra chamar aquilo de albergue ou campo de concentração. O chuveiro era gelado e, apesar do desespero que deve dar escutar isso agora, nesse frio, não se pode esquecer que estava muito quente quando estive por lá. O que incentivava os mosquitos a ficarem num ataque intenso durante toda a noite.

Sim, Tailândia é um local com paisagens muito contrastantes. Também não minto ao dizer que te dá um senso de aventura muito grande e sente-se vontade de fazer coisas loucas, desde comer insetos até arrumar encrenca em cortiços, passando por becos bizarros, conversando com pessoas que quase nem inglês falam além e entrar nos bares mais inimagináveis possível, indo até mesmo aos ringues de luta onde nem briga de galo é mais emocionante que dois marmanjos se esmurrando até o sangue voar na platéia.

Mas… mesmo com tudo isso de diferente, curioso e de certa forma interessante, não me passou pela cabeça em nenhum momento amarrar uma corda no pescoço e no meu pênis pra ter uma aventura erótica exótica.

Carradine passou dos limites.

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Helloae, meus queridos!!!

Publicado por RDS em maio 27, 2009

Tudo bem com vocês? Espero que sim.

Pois bem, entrando numa onda que sempre desejei, resolvi jogar mais alguns textos na rede, mais para que eu possa suprir meu ego e ver meu nome na página 20 de uma pesquisa no google que qualquer outra coisa. Mas tudo bem.

O importante é que resolvi compartilhar uma ideia  (agora sem acento – argh!!!) ou outra por aqui, além de angústias, pressas, sentimentos de última hora e, quem sabe, alguma informação que valha a pena pra todos.

Enfim, não esperem grande coisa… Talvez coisas grandes. Mas tudo é relativo, tudo tem seu mas, e quem sabe não é isso que eu queira mostrar, mas isso também pode ser apenas um lado.

Cuidem-se, meus queridos

Abraço

RDS

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