Mas…

Um pouco de tudo – muito de nada

Rapidinhas – 1

Publicado por RDS em janeiro 13, 2010

Haiti – O filme 2012 estava realmente errado… a gente nem chega até lá

Sherlock Holmes – boa atuação e revisão do personagem – Downey e Law se consagram como dupla

Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) – Não sei quem está pior, o governo e seus opositores, com declarações estúpidas ou a mídia, mais desinformada que todos

Boatos – Transformers 3 – a continuação da franquia seria supostamente agilizada… Bay já havia dito que não queria pressa.

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“Uma gracinha”

Publicado por RDS em janeiro 11, 2010

Acho incrível a capacidade que as pessoas têm de colocar em foco coisas que não deveriam chamar a atenção de determinada maneira.

A Hebe por exemplo, é a bola da vez pela sua cirurgia. Respeito essa mulher como artista (cantora, apresentadora etc.) e se estivesse no olho do furacão por isso tudo bem, mas ficar fazendo firula a seu respeito a cada cinco segundos é demais.

Sou a favor de exaltar o passado de grandes personalidades, mas não a coloquem numa posição como se fosse uma menina de 20 anos… ela tem 80!!!

Na verdade, a essa altura do campeonato, eu seria mais a favor de fazer uma cirurgia pra retirar a Hebe e deixar os nódulos viverem tranquilos…

A manchete do Jornal Agora, por exemplo, foi “Hebe já anda e se alimenta”, pra mim a manche que mais me impressionaria seria: “Hebe AINDA anda e se alimenta”. Se eles completassem e dissessem que ela não se alimenta de cérebros (logo, não é um zumbi – numa referência ridícula a Rob Zombie), ficaria melhor.

Enfim, mídia! É tudo um eterno mas…

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Paris Hilton World

Publicado por RDS em novembro 27, 2009

É engraçado como certas coisas tendem a tomar proporções desnecessárias. Uma aluna vai de vestido curto pra faculdade, o pessoal exagera e a brincadeira foge ao controle (para aqueles que conhecem, podem colocar a teoria do comportamento em massa aqui), vira agressão.

Tudo poderia acabar ali mesmo apenas com uma repreensão a alguns alunos e uma calça na gordinha, mas não. A Uniban fez questão de ser trouxa o suficiente pra expulsar a menina, aí tudo mudou. Os alunos se tornaram agressores juvenis, reacionários com ares da ditadura.

A menina vira um ícone da liberdade feminina (se bem que se ela queimar o sutiã, vai precisar recolher as tetas do chão) e, ao invés de ser uma menina metida a sexy e meio vadia (convenhamos) que qualquer cinco minutos de conversa prova que não tem muito a contribuir intelectualmente, torna-se uma nova BBB que nem dentro da casa esteve.

A Uniban foi burra! Primeiro por tomar atitudes precipitadas, se expor demais e dar um passo para trás. A multidão estava errada? Sim, não estamos mais na época da barbárie, se ela quer mostrar celulite “deixa a mina, meu”! Agora, por favor, mídia dos infernos, não façamos duma pessoa vazia um ícone. Se quiser assumir um discurso proteccionista, tudo bem, os fracos, oprimidos e obesos exibicionistas devem ser protegidos, mas não escutados como se fossem Sócrates.

Agora, cá entre nós, em quanto tempo vocês acham que ela estará posando nua (blargh!!!), ou fazendo propaganda de roupas de vadia digo, de verão?

This is the Paris Hilton World!

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Perdão relativo

Publicado por RDS em novembro 26, 2009

Barack Obama amnistia um peru na Casa Branca

Perdão é uma coisa bem relativa. Hoje o Obama perdoou um peru, não, não me refiro ao país Peru, mas sim a um animal, um peru, desses bem gordos e bonitos que já nos fazem imaginar uma bela ceia de natal regado à coca-cola e cantigas da época.

Ele perdoou o bicho porque era ação de graças e o peru de nome Courage se livrou da panela. Esquisito que essas coisas de perdoar outros é um tanto estranha. Afinal de contas o Obama não perdoou ninguém, ele apenas deixou de comer a porra do peru, ou seja, se alguém deve ser perdoado ali é o próprio presidente e não o animal.

A história do peru teve final feliz, bem como aquela do casal que penetrou no jantar da Casa Branca e acabou postando suas fotos nos tais sites de relacionamento. O serviço secreto ficou louco mas, se o pessoal só queria uma comidinha melhor e uma foto com os bacanas do momento do jantar indiano, qual o problema? Acho que a novela da Globo subiu à cabeça das pessoas, mesmo do outro lado do mundo.

Nesse caso acho fácil perdoar o casal também, situação um pouco mais difícil do que a daquele pai que chamou a polícia por conta do problema de seu filho com drogas e, quando as autoridades chegaram, o jovem esfaqueou um policial e acabou sendo alvejado por 12 tiros, o que culminou em morte.

Imagino como devam se sentir o pai do garoto e o policial, ambos tomaram atitudes de acordo com o que achavam ser o certo para o rapaz e a coisa saiu toda torta. O pai que queria uma ajuda de fora acabou com o filho morto e o policial no exercício de sua função, como gostam de relatar, acabou esfaqueado e assassinando alguém… digo, atirando em legítima defesa.

Bem, o casal conseguiu sua comida e fotos e foi embora, o peru viveu para ver um novo amanhã e o garoto, finalmente voltou ao PÓ!

É como eu digo, perdão é uma coisa complicada, por exemplo, quantos me perdoaram pela piada infame e de humor negro no final?

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Medo!

Publicado por RDS em novembro 26, 2009

Filme: Quarto 1408, baseado num conto de Stephen King.

Frase: O que eu fui você é, o que eu sou você será – dita pela figura paterna decadente de John Cusack enquanto ele tem alucinações provocadas dentro de um quarto amaldiçoado, lugar que se resume num parque de diversões dentro de três cômodos.

A frase, se formos analisar, é muito bonita e filosófica. Chega a ser até inspiradora se formos pensar num pai ou num avô muito íntegro nos dizendo-a.

Agora, imaginem ouvir isso de um travesti profeta! Medo.

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Atenção!

Publicado por RDS em outubro 13, 2009

Eu já disse diversas vezes que o maior problema do mundo é atenção. E não estava me referindo ao fato de que as pessoas não prestam atenção à política ou qualquer crítica nesse sentido, falo que as pessoas estão clamando por atenção.

As pessoas se sentem solitárias, querem tranformar em importante tudo o que fazem e, mais ainda, querem os olhos sobre elas mesmo que seja para ridicularizá-las, caso contrário, qual seria a razão de algo assim:

http://www.youtube.com/watch?v=B9Peo8YxtrM&feature=popular

Depois de assistirem acho que eu não preciso explicar mais nada…

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O Machista!

Publicado por RDS em outubro 8, 2009

O Ricardão é o cara mais conhecido, principalmente entre a mulherada e os homens com um peso sobre a cabeça. Ricardão é doutor na vida.

O Ricardo, símbolo masculino maior, o cara que tem a “pegada” (e não falo aqui do tamanho do pé dele… se bem que, pelo sucesso, deve ser grande) é também um machista incorrigível.

Todas as suas atitudes se baseiam em ser macho, em ser O Macho, mas também machista. Não liga para relacionamentos sérios, destrói famílias, tudo o que é sensível e bonito é um pé no saco.

Foi num dia de reflexão que o Ricardão provou que as mulheres são contraditórias demais. Ele escutou uma de suas “amigas” (leia-se sexo rápido e garantido sem envolvimento) dizer que os homens só pensavam em mulheres.

Aquilo incomodou mas ele não conseguiu definir logo de cara. Certo dia, sentado num bar tomando cerveja, arrotando e olhando as mulheres desfilarem (porque elas não andam, se exibem, segundo ele), teve sua epifania: elas deviam ficar felizes pelo fato dos homens só pensarem nelas.

“Primeiro porque vivem pedindo atenção e quando têm reclamam”, pensava ele, “segundo que os homens são mais inteligentes, mais fortes, mais capazes, fizeram a história como um todo e etc. Se seres tão superiores pensam nelas… deviam se sentir felizes e agradecidas. Como são complicadas! Ah, se não fosse aquele corpo… estariam perdidas!”. E tomou mais um gole de cerveja para comemorar a nova filosofia. Ricardão é cada vez mais doutor!

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“Jamais acabem…”

Publicado por RDS em outubro 8, 2009

Os últimos dias têm amanhecido quentes, gostosos, apesar da preguiça que deriva do calor.

Esse clima traz sensações curiosas, lembranças, imaginação. Não sei ao certo como definir cada sentimento desperto, mas posso dizer que são bons, como a magia preservada de tempos longínquos.

Hoje assisti a um filme interessante onde crianças salvam um mundo mágico com todas as espécies de seres incríveis que se possa imaginar…

Apesar deste segundo filme não ter feiticeira e nem guarda-roupa, a força do leão prevaleceu!

O calor misturado a esse mundo de fantasia me lembra o natal e, consequentemente, o verão.

E, assim como foi gravado em uma folha em um verão não muito distante, faço daquelas palavras as minhas:

“Que a magia e o encanto jamais acabem…”

Afinal de contas, acho que se falava ali da vida como um todo!

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Melancia

Publicado por RDS em setembro 24, 2009

“Hoje encontrei um garoto de maneira curiosa, estava comprando um sanduíche e ele trombou em mim. Apesar de ter me sujado toda e derrubado meu suco de melancia, meu preferido, ele me pagou outro lanche completo e me acompanhou na breve refeição. Conversamos pouco, mas trocamos telefones e não parei de pensar nele durante todo o dia, ele é engraçado, talvez me chame para sair”.

Marcos sorriu admirado enquanto lia as páginas escritas a lápis. Sabia que não era certo ler o diário de sua namorada, Patrícia, mas não se conteve quando o encontrara ali, aberto sobre a cama. Ele comprimia o canto da boca lendo as páginas surradas daquele livreto que acompanhava Patrícia há anos. Apesar de chamá-lo de diário, as páginas não eram marcadas todos os dias, algumas até, notara ele, nem data tinham.

O mix de canetas coloridas com trechos a lápis dava um ar de autoridade infantil à obra, como a sabedoria de uma adolescente evoluindo das canetas de tinta rosa com cheiro de morango para uma bic azul e apressada dos tempos modernos.

Fez silêncio por um instante e segurou a própria respiração a fim de conferir o barulho no cômodo ao lado do quarto onde estava. As gotas continuavam a bater contra o corpo da garota e o piso do banheiro. Patrícia se banhava.

Marcos aproveitou e pulou algumas folhas.

“Faz dois meses que ele me pediu em namoro e de lá pra cá nos vimos todos os finais de semana, saímos para passear no parque, andar de bicicleta, tomar suco. Falei pra ele como gosto de suco de melancia e ele sempre compra pra mim, tão fofo…”.

Marcos olhou para o lado, a porta do banheiro continuava imóvel e o barulho se repetia ali dentro. Prosseguiu.

“Hoje é nosso aniversário de oito meses de namoro, estou feliz que esteja tudo tão bem. Vamos sair esta noite. Só espero que ele não venha vestido com aquelas cores gritantes. Aquela camisa xadrez, azul e branca e aquela bermuda laranja me irritam. Pensei que era falta de opção mas quando vi o guarda roupa dele percebi que ele gosta daquilo. Mas eu gosto dele demais, isso é só um detalhe, a noite vai ser perfeita”.

Marcos se mexeu desconfortável na cama. Por coincidência, vestia um paletó preto e uma camisa azul royal com gravata amarela. Naquela noite seu irmão se casaria. Chacoalhou a cabeça para afastar algumas ideias e continuou a leitura na mesma página, o texto prosseguia após óbvia interrupção.

“A noite foi ótima, fomos ao cinema, jantamos juntos e ele me comprou bastante suco de melancia, como quando nos encontramos. O suco não estava lá dos melhores dessa vez, mas valeu a intenção. Fiquei constrangida dele ter usado sapato social com meia grossa e branca, apesar de ser de noite. Acho que, tirando a recepcionista do teatro que me levantou uma sobrancelha de maneira estranha, ninguém notou”.

O garoto levantou a barra da calça e percebeu a meia branca e grossa, mesmo estando de terno e sapato para o casamento, mas qual era o problema? Sentia-se confortável assim. Decidiu largar o diário e fazer uma surpresa para ela. Desceu rapidamente na cozinha e preparou um suco de melancia como ela gostava. Subiu e continuou sua leitura sabendo que Patrícia agora se maquiava no banheiro. Pulou mais algumas páginas enquanto pousava o copo de suco fresco sobre a cômoda.

“Já fizemos um ano e meio juntos, ele tinha esquecido a data, como fez em todos os aniversários desde que completamos o primeiro ano, mas, assim que lhe disse que dia era a gente saiu e ele me levou num bar gostoso, tinha música ao vivo e… suco de melancia. O local era bom mas a música era insuportável, principalmente porque o cantor só cantava olhando pra nossa cara a noite toda, sempre pra nossa mesa. Talvez fosse o amarelo forte que Marcos estava usando que tenha atraído a atenção do artista”.

Marcos corrias as páginas que não se referiam a ele e só parava nas de interesse.

“Suco de melancia! Maldita hora que eu disse que gostava disso”. lia ele agora. “Não que eu não saiba que ele quer me agradar, mas todo dia especial entre a gente termina em suco de melancia. Podia variar, me dar um chocolate de vez em quando, pelo menos naquelas férias em que estivemos na praia”.

O rapaz agora não entendia direito o que se passava, ela sempre se mostrava tão feliz com o suco. Quem sabe tivesse sido apenas um péssimo dia registrado no diário. Ela sempre dizia que o amava e ressaltava o quanto era atencioso com os detalhes do que ela gostava e etc. Um mau dia, só isso, e decidiu ignorar essa última parte. O barulho vindo do banheiro indicava que Patrícia sairia em breve, ele tinha pouco tempo, virou mais um bloco de páginas e achou o dia de ontem anotado. Leu agitado.

“Amanhã é uma data especial, o casamento do irmão de Marcos. Espero que seja legal, pelo menos a data festiva não é do meu relacionamento, acho que finalmente não terei melancia numa noite de festa com Marcos, da última vez eu até vomitei de tão enjoada que estou, mas disse que foi o peixe”.

Patrícia abriu a porta e viu Marcos sentado, absorto na cama, mas já com o diário fechado e afastado ao canto.

- Este suco é pra mim, amor? – perguntou ela.

- Ah… não, eu estava com sede, é meu – respondeu ele, e completou – amor, seu pai tem uma meia fina preta pra me emprestar?

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Outra vez…

Publicado por RDS em setembro 23, 2009

Foto tirada de: http://katrina.com.sapo.pt/bracos.jpg

As sandálias que ela tanto queria tornaram-se uma lembrança distante. O cheiro daquele perfume concretizou a profecia antes do previsto. Antes mesmo de o frasco se abrir ela já tinha partido… talvez não.

Você estragou tudo, ela disse. Naquela noite, meu Deus, você não deveria! E se eu ainda te quisesse? E se eu estivesse apenas me testando? Talvez eu só quisesse saber o quanto eu te amava…

Acho que ela descobriu, afinal. Ela era forte o suficiente para continuar amando-o depois de todo aquele tempo. Era forte para aguentar seus momentos difíceis, mas não forte o suficiente para vê-lo com outra.

As pessoas não deveriam se testar se não têm certeza de que suportam tudo o que advém do afastamento.

Ela chorava a cada palavra, estava com raiva. Quis bater nele, mas sabia que era ela mesma aquela a quem ela mais gostaria de agredir. Tentando se apaixonar novamente pela mesma pessoa acabou por levantar um muro contra aquele que mais admirava.

A vida é simples e boa, ela vale à pena; um amigo lhe disse, anos depois, numa situação totalmente diferente. Sem querer, ela lembrou dele. Era ele quem mais dizia aquilo e antes dela ter escutado de qualquer outro. Quando estava para afastar as lembranças de sua cabeça, pois ela era uma mulher forte, que já tinha superado tudo, o rádio daquele pequeno pub começou a tocar Roberto Carlos. Outra vez, era a música.

Aquela música era tão antiga para sua geração que ela não daria a mínima atenção em outra ocasião mas… ele era antiquado, gostava dessas coisas velhas. Costumava dizer que as coisas antigas tinham um sentimento maior, vindas de um momento em que o mundo não tinha tanta pressa em viver. Ele não gostava dessa pressa.

Ela, menina, amava a correria da metrópole. Hoje, mesmo ainda jovem, já sente um cansaço estranho, e continua a correr. Mas não esta noite. Dessa vez ela vai se permitir parar para escutar o Roberto, sentar numa mesa sozinha, longe daquele tumulto de vozes dos colegas de trabalho e pedir para repetirem a música quase por toda a noite…

“Você foi o melhor dos meus planos e o maior dos enganos que eu pude fazer”. Agora entendia o porquê de amá-lo tanto. Não conseguiu fazer planos para ele, era fora do padrão, imprevisível. Tão agitado e tranquilo, mesclava dois mundos opostos em seus pensamentos e atitudes. Mas quando estava em seus braços, conhecia a felicidade. Por isso o ódio daquela noite, porque se distanciou do seu ninho mais confortável, aconchegante.

Esta noite ela só queria saber onde estão aqueles braços envolventes… melhor, os queria perto dela, “Outra vez”.

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